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Caminho



Eu lembro de ter passado por aqui
De alguma forma esse lugar me parece familiar
De outra forma esse lugar me intriga
Um deja vu em minha mente...

Lembro de ter cometido os mesmos erros
Lembro de ter sempre tentado acertar
Lembro de como doía cada tentativa frustada
Ah como eu lembro...

A cada passo que se dá
Mais maduros ficamos
Mais próximos estamos
De onde devemos chegar

"Por favor alguém pode dizer
a que caminho devo seguir?"
"Ora, isso é apenas uma questão
de aonde você pretende chegar!"

"Não tenho pretenção alguma
Qualquer caminho me serve
Se ao menos daqui saisse..."

"Pouco importa o caminho?"
Ou você é muito tolo
ou então é ingênuo demais
Se seguir a sua direita,
Não será igual se seguir a sua esquerda.
As encruzilhadas da vida são muitas,
Caminhos se cruzam,
E tomam novo rumo
Ao todos que encontraram pelo caminho
muitos apenas na lembrança ficaram
Alguns poucos caminharam ao seu lado
outros porém estarão sempre ao teu lado.

Há estradas cheias de pedras
Há estradas escuras e empoiradas
Há todo tipo de estrada
Há todo tipo de parada.
Tudo é uma questão de onde você irá
E o que será necessário para que lá chegue.

Mais importante do que chegar
é saber por onde se anda
ter a consciêcia de cada passo
a certeza da firmeza de seu caminhar
Nunca perder o foco do horizonte
Que a sua frente deponta
E sempre olhar com zelo
por todo o trecho que já caminhou
Relembrar com carinho
as pedras que para tráz ficaram...

A sorte está lançada!

Prólogo: Alea jacta est (a sorte está lançada)

Neste momento, posso me definir com um andarilho, pois sou apenas um ser a vagar pela imensidão desse mundo. No devido momento mais informações a meu respeito lhe serão ditas, por enquanto contente-se em saber apenas esta nova informação: não sou um ser qualquer. Não, não tenho em mim a pretensão de me vangloriar ou colocar-me em uma posição superior a ninguém, apenas quero dizer: não sou o que você provavelmente pensa que sou, ou talvez não, quem poderá dizer?
Por ora você já sabe que sou um ser solitário a vagar, poderia também acrescentar que o que lerá a seguir é apenas um caderno de folhas amareladas com algumas páginas rasgadas. Escritas durante essa “viagem” se assim pode ser chamada. Que a sorte seja lançada, que os pés estejam preparados para caminhar; que os ouvidos estejam limpos para escutar; que as línguas saibam o que falar e que os corações inflamem de amor.
Sim, sou um pobre andarilho a observar esse singelo planeta azul, um narrador omisso, que apenas pacientemente observa e registra o máximo que puder. Nessas andanças, contemplei as mais diferenciadas situações e pude observar sobre um diferente ponto de vista. Não reparem a simplicidade dessas anotações e deste pobre andarilho que não tem o dom da palavra.

~~ Você já leu alguns versos soltos, algumas cartas incompletas atriradas o chão, agora veja a origem desses versos, como isso tudo começou... ~~

Dois Lados

Andando mais um vez, lá está o andarilho, sozinho. Perdido em suas próprias palavras, esquecido pelos próprios atos, aqui está ele mais uma vez: sozinho.
Ele observar atentamente todos ao seu redor,  especialmente suas posturas e formas de agir. Ele observa com os mesmos olhos de um falcão que vê a sua presa a metros de distância; como um leão segundos antes de atacar e como uma cobra a dar o bote. Com sentidos de uma fera, nada passa do seu olhar!
Humanos são seres peculiares, pois neles há em sua excência, uma pouco de maldade e um pouco de bondade, além de uma das maiores dádivas (ou quem sabe maldição) que qualquer ser poderá desejar: o livre arbítrio. Estão a todo momento escolhendo, cada uma dessas escolhas vai ajudando a determinar qual lado é o mandante. A única verdade é que eles podem trocar de lado a qualquer momento, são seres bastante instáveis. São como as ondas em dias de tormenta, não se sabe para que lado se quebraram ou como as folhas das árvores, podem cair em qualquer canto. Essas caracteristicas únicas são capazes de instigar a curiosidade de qualquer ser. Decide então observar por um tempo maior
Ele vê falsas promessas, juramentos sem sentido e a hipocrisia das pessoas. Vê que o mundo selvagem não é tão distante da realidade humana, onde há apenas uma singela diferença: o mais forte devora a sua presa por puro prazer, diferentemente do mundo animal, onde isso ocorre por necessidade.Sedentos, eles atacam uns aos outros sem hesitar!

--- Pequena nota do Andarilho ---
A perdição! Que animal é esse que cava com as próprias mãos a própria destruição e a camufla com bons ideias? Um suicida em potencial, que marcha glorioso, sem saber que caminha para o fim. O vale dos condenados está próximo, é melhor se preparar pois, aqueles que por ali entrarem terão um caminho árduo pela frente, ou será que existe um retorno? Afinal são seres da contradição, podem sempre surpreender a mudar suas escolhas. Basta saber qual dos lados eles enfim escolherão!

Círculos Invisiveis - 1

La vitta fuge
Relatório 1 


A vida é feita de círculos invisivéis, correntes do destino que nos controlam como marionetaes. Somos escravos do tempo, ele é a primeira circustância, a causa, a sequência e consequência de tudo. É triste saber que tudo isso é tão curto, que se esvai com tamanha volatilidade. É triste saber que não somos nada além de que um grão de areia, nada além de uma gota no mar. O mais deprimente é aqueles que tentam desesperadamente completar seu vazio, e se enchem de si mesmos, se tornando cada vez mais ocos.
Há ainda aqueles que se prendem a vícios invisíveis, que vem nele seu porto seguro. Tolos! Não veem que estão assinando a própria sentença, que só pode ser anulada com muitas lágrimas e choros. Eu queria entender o que leva a esse suicido passivo, lento e angustiante. Privam a própria mente, roubam e detroem sonhos daqueles que o rodeiam. Tudo em vão.
Trilhar por esses caminhos, observar a desilusão, a ganância e o egoísmo, 3 grandes males que atingem este solo. Ver que muitos caem, ver que muitos ficam pelo caminho. A vida foge bem diante de suas mãos. Já não são eles os responsáveis pelos seus atos, são apenas levados pelos vícios. Cavam a própria cova, sozinhos. Lançam a âncora ao mar, e esperam pela tempestade, sozinhos. Assistem a um show de horrores do qual são eles a atração; e a plateia não aplaude.
A cortina um dia se fecharam e sabe-se como isso vai terminar. Somos amarrados por círculos invisíveis, que podem te levar a vários lugares. A escolha é pessoal, a sentença é nominal, e o preço, único.

O andarilho continua a andar pelo mundo, a observar o comportamento humano, o primeiro deles foi a impotência humana perante as dificuldades. Muitos se lançam ao desespero, se afogam em mágoas outros porém se matam aos poucos ao conhecer as drogas. É uma cena deprimente, mais triste ainda é para aqueles que assistem, para aqueles próximos ao suicida em potencial. 
***(Nota do Andarilho)*** Sim, é cruel ver estas cenas, e eles mal sabem a dor que causam. Um dia será que eles verão a luz? Terão ela como referencial de caminho?Ou ainda continuaram a andar por sub-caminhos, sem ver a luz do dia, andando como lobos raivosos, afastando os seus? Será? Está pergunta ainda está sem resposta.

Um novo olhar

O que era velho e frágil, de lado, foi deixado.
O que era triste, não foi apagado,
Apenas se tornou um pedaço de uma lembrança vazia
As velhas feridas enfim fecharam.
Mesmo que deixem marcas
Elas elas não sangraram mais
Apenas estão ali, marcando presença
E dizendo: "Você sobreviveu a tudo isso".

O caminho não pode ter sido fácil
A jornada poderia ter atalhos
Mas preferi encarar tudo
Encarar toda a tarefa a mim incubida
E mostrar: Eu consegui!
Bravei trilhas escorregadias
Propensas ao erro
Passei por caminhos confusos
Pelos quais me perdia as vezes
Contudo, ciente do meu real objetivo,
Retornava a caminho reto.

Segui, andei, vi
Cheguei aqui com sede
Cheguei aqui querendo mais
Querendo novos desafios
Novos caminhos
E numa dessas trilhas, quem sabe um dia,
Possamos nos esbarrar e por instante lembrar
como tudo foi bom,  e como pode ser melhor ainda!

Pegue sua trilha andarilho, nunca perca nesse coração ardente a vontade de vencer, e nunca esqueça de seus principios e daqueles que sempre te impulsionaram. Sempre atrás de você, alguém estará. Um alguém a te guiar por esse labirinto que é o mundo!

Algo para se acreditar

Acreditar


Eu procuro algo para acreditar
Eu procuro respostas
Para perguntas que não deveriam ser feitas
E com hipocrisia são deixadas de lado
Eu quero entender essa lógica maluca
Onde as pessoas perdem seu valor,
Onde a vida é despresada por infimas moedas

Eu quero entender o rumo
Ao qual este mundo
Tomou-se!
Eu quero saber o que virá depois
Eu acordo com a ansia
 e com um aperto no peito
Sem saber se na realidade
A verdade é bem mais dificil do que parece

O futuro perde-se em
Emaranhados de fios confusos
Em caminhos perdidos
Em vidas solitárias

Contudo eu ainda quero acreditar que
Há pureza nos corações
Que ainda existe pessoas para se amar
Que ainda existe um novo caminhar
Que este mundo não esta perdido
Apenas tomou um atalho estranho
e pode voltar a ser calmo.

Quero acreditar na baleza da vida
No amor sem igual
No sorriso de uma criança
Que irradia o sol do amanhã


Pode me chamar de louca
Pode também me chamar de escapista
Todavia apenas intitulo-me de "sonhadora"
Que um dia, eu sei, que um dia
Tudo isso será apenas um pêsadelo

Ah, como queria que eu acordasse agora...

Lentamente, o wanderer pretoma o seu caminho, pega a trilha de pedras polidas pelo tempo. Como nossas vidas, somos lápidados pelo tempo, conduzidos por suas mudanças de sentido, leavdos como folhas aop chão, modelados a sua mercê. Somos a poeirinha, a migália, o nada... Seja levado pelos ventos do destino e siga as voz lamamente a te dizer: Continue em frente!

Noite

Lua

Caminhando pela noite,
vagando como um fantasma,
caminhando solitário
tendo apenas a luz do luar como companhia
A rainha da noite, o espelho da vida
Lua, seus raios prateados me acompanham por essa noite


Sigo caminhado, perdido em versos confusos
em universos perdidos
em labiritos inversos
e estradas mal cuidadas


Vago por ai
A espera de uma estrela guia, 
A alguma companhia
que me permita continuar essa trilha


O doce luar que me leva
que me acalhenta
e que me observa
com olhos de uma harpia
a ver cada passo de sua presa

Eu sou a escuridão

Que te levará por estes caminhos malditos
Poderei lhe dar tudo
e tudo além de sua compreensão
Mas há sempre um preço a se pagar...

A voz uivante na escuridão
na penumbra, sobre mantos negros
que voz é esta a susurrar
é melhor correr, 
antes que os lobos venham
e seu festim começe
é melhor encontrar algum lugar para ficar...

Início da Jornada

Pegue a sua trilha, andarilho!
Este sou eu, uma alma errante a vagar no grande espaço que é o universo. A andar por diversas trilhas, a errar de caminho e pegar atalhos... tudo isso para chegar a uma sáida. A saída de minha mente moribunda, confusa em seus próprios pensamentos. A alma errante a caminho de casa, o grande trovador com sua viola de corda. O feiticeiro sem o dom da mágica... Aquele sem varinha e o dom da intuição, o mero aprendiz que não sabe nada dessa vida.
Sigo por muitas trilhas, que me levam as vezes ao desespero por não achar a luz. Trilhas escuras, tristes e desoladas, como se não houvesse um mísero ser além de mim. Caminhdo erroniamente pela imensidão do mundo, sonhando algum dia retornar...
Caminhado pelos labirintos nos confins de minha alma, para encontrar os sentimentos que ali jazem... A uma grande trilha para percorrer, a estrada é difícil, muitos são os caminhos e poucos são os guias contudo assim mesmo eu vou, carregando a pouca bagagem que me resta pois cada jornada é mais um dia solitário comingo mesmo... A alma errante!

E assim começa a longa jornada deste andarilho, uma jornada de uma busca do autoconhecimento e da verdade escondida além do seu olhar.