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Parque de Diversões

Minha mente gira como um carrossel louco
E gentilmente te convido a girar um pouco
Venha e se perca em meus devaneios
Neste giro, venha sem receios

Meus sonhos voam tão alto, além da vista
Da vista da Roda Gigante, grande saudosista
Donde posso ver o sol beijar a terra
Bem além do topo da serra

Minha vida oscila nessa Montanha
Montanha russa, sigo nesta façanha
Entre altos e baixos, entre suspiros e arrepios
Entre eu e mim, entre términos e princípios

E no castelo do terror
Peço-lhe por favor,
Não soltes minha mão!


Doçura



Talvez seja apenas esta tua doçura
Que para meus males, torna-se cura
Talvez seja apenas esta tua ternura
Que nem eu e nem o tempo mensura
Essa sensação de secura
Que minha boca censura
Que minha mente conjectura
Que cogita se por ventura
Possas adoçar minha amargura?

Bier



Sob o sol ardente do meio Oriente
Eis que algo surgiu de forma inexperiente
Uma bebida nova, fermentada
E que por milênios será cultuada

Por monges e frades, na Idade Média preparada
Cervejas de Trigo, Cervejas Trapistas,
Seguindo o antigo método a risca
Para a tradição ser perpetuada

A longa viagem à Índia,
A Palle Alle Inglesa não podia suportar
Uma dose extra de lúpulo acrescentar
Para que o produto a seu destino possa chegar

A grande "Mass" virar
Os hinos de uma Oktober relembrar
Ainda sinto seu sabor em minha boca
Um único gole, e já me deixaste louca

Uma simples mesa de bar,
Ao lado de amigos quero estar
"Garçom, traga mais uma! Pois a conversa rende"
Conversa descontraída, conversa sem hora pra acabar

Quero a tristeza trancafiar
Em forma de espuma, transbordar
Quero por meio de versos
A paixão do líquido fermentado proclamar

Lego


No fim somos todos caixas de Lego. No princípio, somos uma caixa fechada, cujas peças já foram pré definidas. Chamaremos essas peças de conceitos herdados, experiências pessoais e suas características inerentes ao seu ser.

Com essas peças construímos e solidificamos nossa forma de pensar e tentamos definir o que somos. Nossas peças estão ali, em cada vivência e forma de pensar.

Eventualmente, perdemos algumas peças e adquirimos novas, pois estamos em verdade em uma obra eterna de construção. Alguns conceitos, que na verdade eram conceitos pré fabricados, caem. Em inúmeros contextos somos postos em xeque pela vida e deixamos nossas peças caírem pelo caminho.
É, viver é um ato de construir, reformar e demolir. Pensamentos antigos sedem lugar ao novo, somente se você se permitir reconstruir. O processo nunca é fácil, desapegar e a parte mais difícil, se refazer por si mesmo, afogar e emergir nos seus próprios pensamentos é na verdade uma viagem sem mapa. Não poderá criar uma nova estrutura, pois as peças são limitadas, você terá que refazer tudo aquilo mal consolidado e quebrar o que não for relevante. E você terá que ser capaz de saber o que está fragilizado e pode ser concertado e o que está quebrado.


Ao quebrado, deve ser refeito e aprimorado. Ideia quebradas, sentimentos errados. Tudo isso deverá ser remondado.


Quando se der conta, perceberá que no fundo somos todos moldáveis como as peças de Lego, só precisamos saber o que construir em nós mesmos.

O Equilibrista Bêbado





Sou deveras atrapalhada, em minha tentativa frustada de equilibrar taças. Numa música longa, de compassos quebrados que me forçam a mudar o ritmo de conduzir minhas taças. Como um garçom novato, que tremula ao levar mais taças, que sente o arrepio de servir o melhor vinho da casa e teme derrama-lo, assim sou eu, temo o desperdício daquele mesmo vinho que há tempos está envelhecido.


"Uma taça" e mantenho os olhos fixos a ela
"Duas taças" e procuro distribuir os pesos
"Três taças" Já sinto a responsabilidade
"Quatro, cinco, seis" 

Plaft! Ouço o estilhaço, me corto e sinto o sangue escorrer. Quebro taças, quebro a cara e perco tudo que levava. E a bebida se perde ao chão...
Como um equilibrista bêbado tendo conduzir minhas taças, no bar da vida, ora lotado, ora as moscas.
Não quero perder nenhuma gota, mantenho o olhar fixo e assim levo minhas taças, seguro neste descompasso, nessa dança louca de procurar o equilíbrio das coisas. Desdobro-me em cada deslize, estremeço em cada chacoalhar, e procuro pisar firme, mesmo que sinta que piso no gelo. Equilíbrio meu eu, minha vida e responsabilidades, feito um bêbado, caindo uma, pegando do chão outra e a vida que se segue... Limpado os cacos!

Magma





Sou esta crosta espessa, apesar de sua grande dureza, traz em si as ranhuras do seu passado. Essa fatia endurecida e esfriada ao longo do tempo, apenas uma casca onde a vida pode acontecer.

Essa crosta que traz meus erros e defeitos, meu sorriso e alguns devaneios. Representa o meu falar compassado, em rimas controlado e em notas arquivado e predito no tempo. E os oceanos? Onde a ternura se esconde, a empatia te conduz e em leitos profundos meus medos acolhe. Observe a água e relíquias encontrará.

Em curvas de tensão, vulcões adormecidos e sentimentos esquecidos esperam o momento de transbordar tudo aquilo, ali dentro, há anos contido. Com violência, dizer o que deve ser dito e fazer o que deveria ter sido feito.

Magma, meu mar de sentimentos derretidos, esquecidos e de memórias corroídas de uma alma solitária, que ainda não aprendeu a arte de expressar-se. Em íons dissolvidos, ferro fundido e dores passadas, a pressão interna, outrora contida, insiste em transbordar.

Magma, por que vens a mudar minha crosta? Por que vens mudar minha face e expelir o que jaz ali dentro. Magma, no que me queres moldar?

O triângulo de pensamentos: A mente, o coração e meus devaneios


Não acredito que sofra de transtorno bi(ou será tri)-polar, em verdade minha mente é imprevisível. Sinto que em mim há duas facetas principais e uma pequena cria de demônio a espreita, esperando lapsos de total descontrole para rebelar-se.
Digo então que sou formada e controlada por dois setores de mim mesma: A razão e a emoção. Você deve se perguntar, onde está o terceiro? O terceiro é a minha própria loucura contida. As vezes sinto que ela é filha da emoção, totalmente irracional e sem o senso de medir o perigo. Desta forma concluo que "minha central de controle" é determinada por três personalidades distintas: O cientista, em sua busca da razão; a donzela em busca de emoção e por fim um bobo da corte, um coringa escapista que deve ser mantido sob cautela. 
A racional calcula cada passo, se organiza, estabelece metas,  além de  extremamente analítica. Não dá um passo sem ter a firmeza necessária, não gosta de errar o alvo e acima de tudo: não desperdiça o dardo. Talvez nessa necessidade de firmeza, perde o momento de agir, pois a vida não é regida sob uma lógica booleana, ela é mais complexa. E quando percebe que a certeza não é uma grandeza absoluta, percebe a burrada descarada cometida e se martiriza com "E se...". Tempo depois avista uma nova tarefa, uma nova atividade e se empolga novamente com mil planejamentos e metas e mal percebe que no meio do caminho ela cria sonhos e libera a doente de paixão...

... A donzela apaixonada, o paladino em campanha em sua tentativa frustada de ser um "Lawful Good", quando em essência é Neutral. A emotiva é antes de mais nada frágil. Tem a empatia de perceber a dor do outro e se apavora quando não há nada o que fazer. Toma emprestado a inteligência da áurea racional em uma tentativa de entender o ser humano e suas dores. Falha miseravelmente em entender dores que não são as suas e novamente quebra-se. Mantém-se presa e cativa ao olhar analítico da razão, que esfrega e lista todas as vezes que agiu como uma tola e por este motivo se mantém refém e cativa. Presa em ideias e conceitos, presa em sentimentos e fantasmas antigos, sussurrantes em seu ouvido. É capaz de sentir cada uma das feridas de sua alma, sabe quando latejam em noites frias e perde-se em suas lembranças. Quando ela assume, poderá agir de forma espontânea, sorrir ou chorar é apenas uma questão de perspectiva. Quando ri, ri sem parar até o riso se esvair e chorar de tanto ri. Quando chora, as lágrimas deslizam devagar e salgam meu rosto. No passado já deu muito valor a palavra alheia, entretanto subtamente começou a ouvir um sussurro de sua própria mente: A louca a seduzindo e dizendo: Você é um pássaro com medo de voar, vá em frente e tape os ouvidos a toda essa gente.

A LOUCA...
Cuidado com ela: Ela a todo momento esta disposta a testar novos limites. Ela pode desligar sua razão temporariamente e viver apenas no calor da emoção. É aquela que te faz rir e sorrir para o aletório e não temer as sombras da vida. Por preocação, a razão a prendeu e eventualmente a tola emoção dá assas a loucura: Pronto, criamos um pequeno monstrinho!

Vivo nesse descompaso, em viver meus devaneios. 
Vivo procurando por sabedoria, saber quando agir mesmo na emoção
Vivo querendo aprender a amar, aquele amor que não dói
Vivo como um bêbado tentando se equilibrar
E se distorcer no espaço...


A tormenta é perene...



...assim me ensina a natureza. Uma combinação de fatores faz com que chova. Há valores e parâmetros estabeliciddos, condições excenciais para que a água do céu caia. Mesmo que a tempestade caia, que o céu ameace desabar, não há tormenta enterna; em um dado momento os requisitos se findam, e o objetivo da chuva intensa se faz: molhar a terra e prepará-la para o novo.
...assim me ensina a química. Um sistema químico, quando perturbado  leva tempo para atingir um novo equilíbrio,se adaptar as novas condições impostas, lidar com determinados elementos à uma certa pressão. O sistema atinge seu equilíbrio, mesmo que tenda muito tempo. Isso tudo para dizer que leva tempo para se adequar as mudanças e que é possível encontrar seu novo equilíbrio.

Liberdade

Agora que os versos foram escritos
As palavras foram ditas
A trave que sufocava minha voz foi enfim retirada
As algemas que prendiam as minhas mãos
foram todas quebradas
A venda que cobriam meus olhos
desprendeu-se...
Sim, agora tudo findou-se!

Do sonho, se desperta
Para a cruel realidade se levanta
O mundo ao seu redor mudou de tal forma
Que mal reconhece onde está
Tudo foi um sonho...
... um sonho mais rápido que piscar de meus olhos.

Aqui estou eu novamente
Disposta a conceder uma nova verdade
A libertar todas as mágoas presas
E todas as amarras que me prendem para trás

A fênix

The Phoenix








Pode ser esse o fim?
Morrerei assim, sozinha
sem alguém no meu lado
sem alguém para lembrar-me

Eu simplesmente não entendo
Onde foi que errei
Entre tantos caminhos e desvios
Eu perdi a noção
A noção pra onde eu ia
A noção do que eu era

Isso tudo por que me afoguei em você
Procurei o conhecer
e esqueci que o verdadeiro conhecimento
jaz dentro de minha alma

Eu só queria te explicar
que eu nunca compreendi
o jogo que é a vida
um jogo que eu perdi
apenas passei e não ficarei

Espere aí
Essa não sou eu
Desistir jamais
apenas recomeçar

Das cinzas ao pó
do chão as plantas
o ciclo recomeça

E de cinzas você renacerá
mais forte, mais firme
mais segura de si

Desse dia você não deixará
que tomem o seus sonhos
que tomem o seu eu
que sufoquei o seu sorriso
que tentem de modelar
pois você não prescisa
ser uma boneca nas mãos de crianças
que brincam com seu coração
congelando-o
matando-o
esquecendo-o

E das sombras do passado
eis que surge a grande Fênix
Renascida, confiante
que sempre seguirá adiante
com seus seonhos!

Dead Boy

The dead boy






A rainha caiu
caiu com seu coração de pedra
Se fechou no mundo de suas ilusões
Morrendo para os outros

Triste, magoado, esquecido
a um vazio tão grande
onde costumava ser seu coração

As pessoas morrem quando são esquecidas
As pessoas morrem quando
sua vida perde um sentido
Morrem afogadas em suas lágrimas
Morrem pelos seus egos
Morrem pelas suas vaidades


Morrem sozinhas
E suas cinzas
repousam sobre a terra
Cinzas guardadas
para retornarem algum dia


A rainha do Gelo

The Ice Queen






She was left
left in her sorrow
left in her pain
left by those
who never loved her
never care about!

For how long?
How long does a heart will be cured?
How many times she waits, alone
Alone with her tears
Alone withe her fears

She became the Ice queen
The winter has come to her heart
Come to stay
Making a freezing hell
inside in her soul

There is a stone
where was her heart
There is a hole
a empty space

Sorrow!
Who never felt alone?
left by your "friends?"
Does a heart be cured?

Let the snow falls
inside her mind
Let the tears dropping
Let the dead eyes
let the dead walk
let her...

Let her alone...


The Doll


Outro dia estava vendoo encarte do cd "My Winter Storm" da Tarja (pra quem não conhece ela já foi vocalista do Nightwish) e vi que ele tinha 4 personagens:
*The Doll
*The Dead Boy
*The Ice Queen
*The Phoenix

Pensei comigo mesma, por que não usa-los? De uma certa forma esses personagens representam 4 estágios, 4 realidades. Pois bem, vamos começar pela "boneca".


Personagens de My Winter Storm - The Doll





A boneca,
A companheira de todas as horas
O doce da infância
Amizade sem complicações
Amizade pura

Ela era a rainha
sempre estava ao lado
até nos momentos mais dificeis

Mas a criança cresceu
e da pobre boneca se esqueceu
A criança traçou um novo rumo
e a boneca ficou esquecida no fundo
de uma gaveta qualquer

Essa boneca pode ser real
Alguém que outrora tinha uma amizade pura
alguém que dedicou-se por essa amizade
e no final ficou deixada de lado
deixada numa gaveta chamada "esquecimento"

As pessoas morrem quando são esquecidas
E essa pobre bonequinha morreu
chorando por ver seu amigo partir
Partir para longe, e não olhar para trás


Velhas Amizades

Velhas amizades





Eu ainda me lembro
da cor do seu cabelo
do brilho do seu olhar e
do cheiro do seu cabelo


A vida era cheia de maravilhas
Era cheia de incertezas
Quanto tempo isso durará

Nossa amizade era forte
Maior ainda era a lembrança
dos tempos dourados

A nostalgia está em cada canto
As memórias estão guardadas
no meu coração

Lembro dos sorriso
das felicidades
de tudo

Nós somos folhas
de um mesmo galho
que outrora viveram juntas
Somos folhas destinadas a cair
pelo vento serem levadas
para longe...
Para um lugar distante..
Onde as folhas caem para respousar!

Somos apenas marionetes do destino
Controladas por ele
Ele que nos uniu
Hoje nos afasta
e a memória jaz
em algum canto de nossos corações

Abra suas assas e voe para longe
As tramas de nossas vidas
se econtraram naquela esquina
e hoje elas se embaraçam
e se afastam!
Voe para longe
sem perder o horizonte
Voe!