Como fomos ensinados a nos odiarmos

terça-feira, fevereiro 07, 2017     Fernanda Alves     0 Comments

Como fomos ensinados a nos odiarmos

Medos, inseguranças e incertezas. Quem nunca se viu preso a uma dessas encruzilhadas da vida? Sentiu-se impotente a tomadas de decisões, foi tomado por um sentimento de incapacidade e repetiu caladamente: Eu não consigo. Eu mesma já me disse em diversos contextos, de esportes a educação, sempre era aquela que não confiava nas próprias capacidades. Por medo ou por...

Contos Aleatórios #3 - Um beijo (im)possível?

quarta-feira, julho 20, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Contos Aleatórios #3 - Um beijo (im)possível?

Ps: Antes de mais nada, isso é baseado em uma história que não é minha, é de um amigo. Ele relatando um fato somado a minha mente viajante, leva a este pequeno texto. Um beijo (im)possível? Em verdade, eu já te observava há muito tempo. Numa época que eu era um moleque, cabeça de vento e perdido em muitos...

A lua, o mar e o veleiro

segunda-feira, julho 04, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

A lua, o mar e o veleiro

Oh, pálido luar sobre o mar!Guia-me e permita-me navegarIr tão, tão longe neste oceano Cada pedaço deste plano cartesiano. Lanço-me ao desconhecidoA resposta provável, contestarEste jeito duro estabelecidoEsta mentira doce refutar Não consigo me conter!Em trevas não devo permanecer,Véus de ódio, devo despirVisões concretas, esculpir Conceda-me tua luz, pálido luarPois nada sei e tenho muito a navegarNestes mares da...

Ruído

domingo, abril 24, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Ruído

Ouço um desconexo zumbidoUm arquivo totalmente corrompidoEssa multidão, palavras proferirMil vozes e incapaz de ouvirE uma aflição sentir Tantas vozes, tantos ruídosMaus pensamentos proferidosE nesta ausência de filtroTorna-se um barulho sinistro Talvez precisa-se os ouvidor taparDe um tempo para me silenciarFazer essas vozes pararem de ecoarNesse conjunto de ondas destrutivasFaço em mim essas únicas assertivasNão posso negar e...

A corrente de meu relógio

segunda-feira, abril 18, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

A corrente de meu relógio

Os elos de minha correnteFecham-se livrementeCada um é um ciclo fechadoDe um tempo já findadoDe momento cravadoE de memórias, carregado Cada ciclo de pessoas relacionadasDe um tempo e amizades formadasDe circunstâncias pelo tempo moldadasQue pelas andanças da vida levadasE poucas, bem poucas, guardadas Tic-tac, o tempo é implacávelEscorre pelas mãos de modo inefávelTic-tac, gira o ponteiro sem pararPois...

Pedaço

terça-feira, abril 12, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Pedaço

Há um pedaço em mim que ainda ardeUma ferida que talvez já seja muito tardeQue em verdade lhe diz: Covarde! Há em mim palavras travadasEcos de frases duramente gravadasRuídos no sinal de comunicaçãoRanhuras atreladas a esse tolo coração Há os versos não ditosMomentos, que se pudera, reescritosA pena e o tinteiro deixados de ladoNeste meu poema calado Sinto...

A terra

quarta-feira, março 09, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

A terra

Sou rocha dura, carne crua Ora sou montanha que alcança o céu Ora sou areia levada e lançada ao léu Sou pedra, prata e ouro Trago comigo único tesouro A chance de algo novo construir Sob escombros que eu vou demolir Moldada pelo tempo, movida pelo vento Quebrada pelo movimento, pressionada pelo momento Fui a terra, um dia...

Águas de um Ser

domingo, março 06, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Águas de um Ser

Cada pessoa traz dentro de si um oceano Águas que determinam um humano Mente rasa, mentes profunda Razão clara, carne imunda Pensamento obscuro ou reluzente Alma fria, ou coração ardente Prefiro a  profunda Coleciono ao meu redor A curiosidade fecunda Quero te conhecer melhor Em dias de sol, quero a calmaria Que paira em nas águas de teu...

Anestesiada

terça-feira, março 01, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Anestesiada

Por pensamentos que vagam em meu ser Eu continuo calada. Por vontades além do meu querer, Me sinto atormentada. Por essa meu pesado viver Me sinto quebrada, amaldiçoada Calo-me, rogo aos céus em busca de respostas Mas sinto que minhas preces foram depostas Enquanto anseio por uma saída deste labirinto Eu lhe digo: acada sorriso, sei que minto...

Parque de Diversões

domingo, fevereiro 14, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Parque de Diversões

Minha mente gira como um carrossel louco E gentilmente te convido a girar um pouco Venha e se perca em meus devaneios Neste giro, venha sem receios Meus sonhos voam tão alto, além da vista Da vista da Roda Gigante, grande saudosista Donde posso ver o sol beijar a terra Bem além do topo da serra Minha vida...

Contos Aleatórios #2 A Garota Quebrada

terça-feira, fevereiro 09, 2016     Fernanda Alves     1 Comments

Contos Aleatórios #2 A Garota Quebrada

Esta era uma garota que perfeitamente poderia ser eu ou você que lê este texto. Pedaços de sua história podem refletir a nossa própria realidade, e parte de sua sina poderia ser a minha. Esta é a a garota quebrada, de sonhos perdidos e despedaçados... De mente frágil, olhar moribundo e fala sufocada. Desde ao nascer, a garota-quebrada...

Aos pés das árvores

quinta-feira, janeiro 21, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

Aos pés das árvores

Esgueirar-me sob tuas folhas Eu, ser preso às minhas escolhas Esta brisa suave a me tocar E as minhas lágrimas secar Estas folhas secas a cair Neste universo coexistir Como estrelas a surgir Como vidas a sumir Tempo escorre, tempo transborda Tempo voa, tempo para fora Fora de nosso poder E continua a escorrer Vida efêmera, vida breve...

A doce sutileza do ser

quinta-feira, janeiro 07, 2016     Fernanda Alves     0 Comments

A doce sutileza do ser

Há aqueles que usam das palavrasversos e falas quebradasperdidos em sua loucura Há aqueles que usam da vozEm doces melodias, será meu algozPor entre notas da partituraCante, com ternura Há aqueles que usam dos dedosPinceladas sutis, afugentam medosRiscos precisos, linhas que ganham vida Há aqueles que usam a lenteOlhos atentos, perfeitamenteO momento perfeito, prontamente Há aqueles que usam...

Sereia

sexta-feira, dezembro 25, 2015     Fernanda Alves     0 Comments

Sereia

Com mil tons de tinta, o mar floreia Escreve teus versos ao léu, na areia Teu cabelo vermelho, na noite é lareira A água, com tua cauda, perneia Com um sorriso, o céu clareia Ser-ei-a! ...

Contos Aleatórios #1

domingo, dezembro 20, 2015     Fernanda Alves     0 Comments

Contos Aleatórios #1

Um Conto escrito a Lágrimas e Sangue E no canto da cela, curvado e repetindo as mesmas frases de sempre com seu olhar moribundo e penetrante, lá estava ele. “Venha, precisamos conversar” e o homem permaneceu em seu movimento de vai e vem assíncrono, seus olhos eram como o mar aberto em dia de tempestade: te cativa, te...