Pétalas

Como as primeiras folhas que se desprendem do galho
Assim somos nós
Como as gotas que caem das nuvens de verão
Assim somos nós dois

Estávamos em um bom lugar
E escolhemos o abandonar
Queimar lembranças vazias
Enterrar esses fantasmas vivos
Que a noite invadem meus sonhos
E com suas pesadas correntes a arrastar.

Lembre-se da flor no alto do vale
Lembre-se da textura de suas pétalas
E de seu imenso perfume
Pois um dia, ela será despedaçada
Cada uma de suas pétalas pelo vento arrancada
Envelhecida, esquecida, desflorada.
Contudo lembre-se de como ela era
Em uma nova estação outra poderá desabrochar

Sentença

"Tolo é aquele que escreve a sua própria sentença, condena seu viver e se amarra em correntes invísiveis. Isso só pode ser um tolo..." ~~O prisioneiro~~
É essa ansiedade que devora
que suavemente me seduz e me consome
Como o pavio de uma vela ascesa
Como a lenha na lareira durante o inverno
Como a sarça ardente no deserto
Consumida, queimada e devorada.

Encarar o relógio é o maior desafio
Vejo cada minuto passar lentamente
como se levasse chibatadas sem parar

Se essa ânsia fosse embora
E se esse desejo que me devora
Findassem logo com o cair da noite
Teria ao menos uma certeza
Que ao menos a minha sentença estaria selada.

Apenas um pedaço velho de papel
Um pêndulo de um relógio velho
e um canto qualquer
Como um prisioneiro esperando sua condenação
que um dia sonha com a sua redenção

No final a pobre criatura é por fim devorada
Enlouquecida pelos seus sonhos não realizados
Amargurada pelo que não fez
E pelo que deveria ter se lembrado!

Em constante movimento!


Deixa eu ser o touro e você o toureiro
Deixe me ser controlado por você
Ter meus pensamentos mais profundos
Por ti atiçados, pelo balançar de teu manto vermelho.
Mas não me corte com lâmina de tua espada
Não deixe que sangue e lágrimas caem
Você já domou a fera

Deixa eu ser o rato e você o gato
Você irá me procurar
Farei você esperar na saída da minha toca
Sei que me caçará feito sombra
e quando estiver tudo terminado
Terá pena de sua presa

Mas afinal deixe-me ao teu lado
Pois este o lugar onde devo estar
E jamais largar.

Pois então sou a flor e você o jardineiro
Aquele que com tanto empenho
Cuida deste pequeno ser, dia a dia.
E que no fim, poderá ver o que há de melhor!

Perdido...

... em meus pensamentos, aqui estou eu.
... em minhas emoções, aqui estou eu, novamente.
... em minhas formas de agir, eis-me aqui!


O mundo desmorona ao meu redor. O chão perde a sua forma e parece que um buraco se abre no chão, um buraco negro prestes a sugar tudo e não deixar rastros de que algo esteve ali. As paredes se tornam ruínas, esfareladas com a ação do tempo. Perdido no tempo, deixado ao relento, deteriorando-se com o tempo.
Como uma rocha, que permanece parada, inerte, aqui estou eu. Indiferente a tudo que ocorre, sem um movimento, sem alguma expressão, sem nada. Como uma pedra que pelo vento é lapidada, assim sou eu, lentamente consumido, pedaços são tirados aos poucos, como o cair de cada grão em uma ampulheta. Lapidado em sua própria lápide.

Dois Lados

Andando mais um vez, lá está o andarilho, sozinho. Perdido em suas próprias palavras, esquecido pelos próprios atos, aqui está ele mais uma vez: sozinho.
Ele observar atentamente todos ao seu redor,  especialmente suas posturas e formas de agir. Ele observa com os mesmos olhos de um falcão que vê a sua presa a metros de distância; como um leão segundos antes de atacar e como uma cobra a dar o bote. Com sentidos de uma fera, nada passa do seu olhar!
Humanos são seres peculiares, pois neles há em sua excência, uma pouco de maldade e um pouco de bondade, além de uma das maiores dádivas (ou quem sabe maldição) que qualquer ser poderá desejar: o livre arbítrio. Estão a todo momento escolhendo, cada uma dessas escolhas vai ajudando a determinar qual lado é o mandante. A única verdade é que eles podem trocar de lado a qualquer momento, são seres bastante instáveis. São como as ondas em dias de tormenta, não se sabe para que lado se quebraram ou como as folhas das árvores, podem cair em qualquer canto. Essas caracteristicas únicas são capazes de instigar a curiosidade de qualquer ser. Decide então observar por um tempo maior
Ele vê falsas promessas, juramentos sem sentido e a hipocrisia das pessoas. Vê que o mundo selvagem não é tão distante da realidade humana, onde há apenas uma singela diferença: o mais forte devora a sua presa por puro prazer, diferentemente do mundo animal, onde isso ocorre por necessidade.Sedentos, eles atacam uns aos outros sem hesitar!

--- Pequena nota do Andarilho ---
A perdição! Que animal é esse que cava com as próprias mãos a própria destruição e a camufla com bons ideias? Um suicida em potencial, que marcha glorioso, sem saber que caminha para o fim. O vale dos condenados está próximo, é melhor se preparar pois, aqueles que por ali entrarem terão um caminho árduo pela frente, ou será que existe um retorno? Afinal são seres da contradição, podem sempre surpreender a mudar suas escolhas. Basta saber qual dos lados eles enfim escolherão!

Círculos Invisiveis - 1

La vitta fuge
Relatório 1 


A vida é feita de círculos invisivéis, correntes do destino que nos controlam como marionetaes. Somos escravos do tempo, ele é a primeira circustância, a causa, a sequência e consequência de tudo. É triste saber que tudo isso é tão curto, que se esvai com tamanha volatilidade. É triste saber que não somos nada além de que um grão de areia, nada além de uma gota no mar. O mais deprimente é aqueles que tentam desesperadamente completar seu vazio, e se enchem de si mesmos, se tornando cada vez mais ocos.
Há ainda aqueles que se prendem a vícios invisíveis, que vem nele seu porto seguro. Tolos! Não veem que estão assinando a própria sentença, que só pode ser anulada com muitas lágrimas e choros. Eu queria entender o que leva a esse suicido passivo, lento e angustiante. Privam a própria mente, roubam e detroem sonhos daqueles que o rodeiam. Tudo em vão.
Trilhar por esses caminhos, observar a desilusão, a ganância e o egoísmo, 3 grandes males que atingem este solo. Ver que muitos caem, ver que muitos ficam pelo caminho. A vida foge bem diante de suas mãos. Já não são eles os responsáveis pelos seus atos, são apenas levados pelos vícios. Cavam a própria cova, sozinhos. Lançam a âncora ao mar, e esperam pela tempestade, sozinhos. Assistem a um show de horrores do qual são eles a atração; e a plateia não aplaude.
A cortina um dia se fecharam e sabe-se como isso vai terminar. Somos amarrados por círculos invisíveis, que podem te levar a vários lugares. A escolha é pessoal, a sentença é nominal, e o preço, único.

O andarilho continua a andar pelo mundo, a observar o comportamento humano, o primeiro deles foi a impotência humana perante as dificuldades. Muitos se lançam ao desespero, se afogam em mágoas outros porém se matam aos poucos ao conhecer as drogas. É uma cena deprimente, mais triste ainda é para aqueles que assistem, para aqueles próximos ao suicida em potencial. 
***(Nota do Andarilho)*** Sim, é cruel ver estas cenas, e eles mal sabem a dor que causam. Um dia será que eles verão a luz? Terão ela como referencial de caminho?Ou ainda continuaram a andar por sub-caminhos, sem ver a luz do dia, andando como lobos raivosos, afastando os seus? Será? Está pergunta ainda está sem resposta.

A energia se renova

Mais um ano começa, mais um ciclo se abre. Novas portas, novos caminhos, novas chances. é a esperança renovada: neste ano tudo pode ser melhor! Durante a virada, pensamos em nossos maiores desejos e em nossas frustações do ano anterior. Criamos planos, metas e sonhos. Sentimos uma esperança profunda, que brota de nosso ser e ficamos determinados a mudar.
Mudar é díficil, requer um exame de sua própria consciência em ver que nossos erros, são em parte, culpa nossa, e que somente nós podemos conrrigi-los. E que agora é a hora da mundaça, não é tempo de deixar para depois, pois poderá ser tarde.
Que a esperança que nasce com o novo ano nos permita mudar. Que ela traga força e coragem em nossos corações e que ela nos conduza a paz que tanto desejamos. Que nós possamos viver o paraíso aqui mesmo na terra, que possamos ser a luz a iluminar as trevas do mundo, que possamos ser uma chama calorosa, cheia de vida. Que nossos sonhos voem alto como os fogos e que eles se realizem pelo esforço de cada dia!
Feliz 2011!

Um novo olhar

O que era velho e frágil, de lado, foi deixado.
O que era triste, não foi apagado,
Apenas se tornou um pedaço de uma lembrança vazia
As velhas feridas enfim fecharam.
Mesmo que deixem marcas
Elas elas não sangraram mais
Apenas estão ali, marcando presença
E dizendo: "Você sobreviveu a tudo isso".

O caminho não pode ter sido fácil
A jornada poderia ter atalhos
Mas preferi encarar tudo
Encarar toda a tarefa a mim incubida
E mostrar: Eu consegui!
Bravei trilhas escorregadias
Propensas ao erro
Passei por caminhos confusos
Pelos quais me perdia as vezes
Contudo, ciente do meu real objetivo,
Retornava a caminho reto.

Segui, andei, vi
Cheguei aqui com sede
Cheguei aqui querendo mais
Querendo novos desafios
Novos caminhos
E numa dessas trilhas, quem sabe um dia,
Possamos nos esbarrar e por instante lembrar
como tudo foi bom,  e como pode ser melhor ainda!

Pegue sua trilha andarilho, nunca perca nesse coração ardente a vontade de vencer, e nunca esqueça de seus principios e daqueles que sempre te impulsionaram. Sempre atrás de você, alguém estará. Um alguém a te guiar por esse labirinto que é o mundo!

Mudar

Não sei o que fazer, não sei o que pensar, não sei mais nada. Minha mente se perde em  pensamentos, a tanto a ser feito e não ainda foi feito. Fico em estado de choque, paralisada, inerte. Como um rochedo a espera das ondas, como um dente-de-leão preso a terra e sopredo pelo vento.
Neste marasmo, neste caos eu mão posso ver a luz. Não há saída, todas as paredes estão fechadas e sinto-me sufocada. Com as mãos  atadas, e com os olhos vendados, não há um resposta que sirva. Apenas um caos... Um caos em minha mente!
Conflito de idéias, conflito de sentimentos... Eu mal reconheço a mim mesma!
Tempo de metamorfose, tempo de mudanças, tempo de amadurecer, de desprender suas assas e alcançar os céus. Do caos, nasce uma nova era...

Pege carona nas asas do tempo

Eu ainda me lembro, lembro muito bem, como tudo começou. Lembro da minha timidez e da minha insegurança... Lembro que o desafio estava apenas começando e que, na realidade, estava apenas tentando me adaptar a nova realidade.
Aos poucos, a interação e a companhia se tornaram algo mais forte, um vinculo afetivo que eu espero, sinceramente, que nem o tempo apague.
lembro quando ainda era uma caloura-burra cheia de sonhos! Lembro da felicidade ao saber que havia passado... Hoje lembro dos sorrisos, das festas, das brincadeiras, e por que não dizer também, as matadas de aula, os vacilos, os tropeços (por que ninguém aqui é de ferro).
Todas as turmas em que estive, tiveram suas particulariedades, todavia, acima de qualquer aparente diferença de ideologias, uma coisa todos concordam: como isso foi bom!
Vou guardar com carinho tudo que aprendi aqui, e vou levar essas lições adiante pelos caminhos que traçar, sempre olhando para o amanhã, este mesmo amanhã que hoje é construido. É assim a nossa vida, o tempo passa, as coisas passam, porém, há coisas que não apenas simplsmente passam: elas marcam. Não veja essa marca como um ferimento, mas como uma marca, que de tão forte, foi capaz de que, mesmo por algum momento, mudar a sua vida.
Agradeço a todos aqueles que contribuiram para essa "marca". Sinto que novamente vou chorar, mas fazer o que, se esses 3 anos foram os melhores da minha vida. Agora cada um vai seguir o seu caminho, achar o seu rumo na vida. Espero sinceramente que todos atinjam seus objetivos, cresçam e mostrem par si mesmos e para o mundo: Sim, nós somos capazes! Isso aqui é apenas um capítulo bom de um livro que ainda falta muita coisa para se escrita. Espero que nos esbarremos pelos corredores da Engenharia, ou em qualquer outro lugar.
Passamos momentos difíceis, tivemos que abrir mão de festas e farras e hoje colhemos o fruto de tanta dedicação. Aos colegas que se vão, o meu muito obrigado, a alguns outros: Em março, assim espero, os vejo na graduação!

Wating In Silence

No canto do meu quarto
a noite entra pela janela
avança com o girar dos ponteiros
e eu aqui, sozinha


Sozinha, contando os dias e os minutos
Olhando para a ampulheta
Esperando o cair de cada grão
Esperando, num canto
Contando..
O aque ainda me resta

Tortura maior é esperar...
Esperar pelo amanhã
Que talvez nem chegue.

O silêncio será a minha companheira esta noite
Noite que não passa
Noite de ruídos quebrando o escuro
Noite de caos

Me resta apenas silenciar-me
Deixar que a noite me embale
que durma sob o luar
e que essa escuridão se esvaia

Algo para se acreditar

Acreditar


Eu procuro algo para acreditar
Eu procuro respostas
Para perguntas que não deveriam ser feitas
E com hipocrisia são deixadas de lado
Eu quero entender essa lógica maluca
Onde as pessoas perdem seu valor,
Onde a vida é despresada por infimas moedas

Eu quero entender o rumo
Ao qual este mundo
Tomou-se!
Eu quero saber o que virá depois
Eu acordo com a ansia
 e com um aperto no peito
Sem saber se na realidade
A verdade é bem mais dificil do que parece

O futuro perde-se em
Emaranhados de fios confusos
Em caminhos perdidos
Em vidas solitárias

Contudo eu ainda quero acreditar que
Há pureza nos corações
Que ainda existe pessoas para se amar
Que ainda existe um novo caminhar
Que este mundo não esta perdido
Apenas tomou um atalho estranho
e pode voltar a ser calmo.

Quero acreditar na baleza da vida
No amor sem igual
No sorriso de uma criança
Que irradia o sol do amanhã


Pode me chamar de louca
Pode também me chamar de escapista
Todavia apenas intitulo-me de "sonhadora"
Que um dia, eu sei, que um dia
Tudo isso será apenas um pêsadelo

Ah, como queria que eu acordasse agora...

Lentamente, o wanderer pretoma o seu caminho, pega a trilha de pedras polidas pelo tempo. Como nossas vidas, somos lápidados pelo tempo, conduzidos por suas mudanças de sentido, leavdos como folhas aop chão, modelados a sua mercê. Somos a poeirinha, a migália, o nada... Seja levado pelos ventos do destino e siga as voz lamamente a te dizer: Continue em frente!

Senso

Paradoxos através dos tempos  - Senso Crítico

Vocês conhecem a história do "Flautista de Hamelim"? Resumindo a história em poucas palavras: A cidade de Hamelim estava infestada de ratos e um flautista havia prometido retira-los com a sua flauta mediante a um pagamento. O povo ficou exultante. Era a oportunidade de verem livres dos ratos. Então assim o flautista o fez, livrou a cidade dos ratos contudo não recebeu o dinheiro combinado. Em troca, o flautista levou consigo todas as crianças da cidade. O objetivo dessa "historinha" é fazer um pequeno paralelo entre o flautista e os ratos. Não seria o flautista, a enfeitiçar e fazer o que bem entender com os ratos, a mídia a realizar suas lavagens cerebrais? E o povo o pobre rato e ser manipulado? Como diria Dave Mustaine: "Assim como o Flautista de Hamelin / Conduzia os ratos pelas ruas /Nós dançamos como marionetes /Balançando para a sinfonia /Da destruição."

Introdução
Como foi dito anteriormente no texto pão e circo a mídia, tem um papel muito grande na formação da opinião das pessoas, especialmente das camadas mais populares e dos muito jovens. Nossa mente é como um livro em branco, através das nossas vivências e escolhas diárias vamos preenchendo essas lacunas. O problema é como essa lacuna é preenchida. Qualquer um sabe que o volume de informações é demasiado e muitas vezes cheio de futilidades. Para isso é necessário filtrar a informação, extrair aquilo que é necessário. O problema é esse, selecionar o que é importante. Para ter um bom filtro, é necessário senso crítico, um pouco de conhecimento e alguns casos uma mente aberta para aceitar novas ideias (deste que as mesas tenham um fundamento).

Senso crítico
A Internet representou um grande avanço, pois se tornou um espaço democrático (ou pelo menos em tese), onde qualquer um pode expressar a sua opinião. Temos uma ferramenta maravilhosa em mãos se usada de forma adequada. Twitter, vlogs e até mesmo este meu simples blog representam formas de expressar a sua opinião.
Tudo apresenta o seu porém.... Se qualquer um pode falar o que pensa, é inegável que apareça pérolas por ai, um exemplo é vídeo "Faz sentido sim". Nessas horas eu vejo, com o perdão da palavra, o quão fudidos estamos em relação ao futuro da nação. Não vou condenar a garota, afinal ela tem apenas 13 anos e não tem o menor senso. Ela foi apenas mais uma vitima do flautista. O problema é que existem muitos iguais a ela, que sabe-se como vão ser quando adultos.

Falta de Senso Crítico
Estamos em época de eleição, e olhando alguns "candidatos" eu vejo como a falta de senso da população vai votar neles. Segue abaixo alguns exemplos:


Quem tem o mínimo de senso sabe o resultado disso. Enquanto a população de modo geral não saber usar a cabeça e ter senso, isso vai continuar num ciclo infindável. O problema que no nosso país são poucos os sensatos, os que leram algum livro este ano (um livro de verdade, nada dessas "modinhas por ai"), ou que procuraram saber algo sobre os candidatos, ou que usam a Internet como forma de mostrar a realidade. O Brasil não precisa de gente bonitinha e mimada. O que realmente precisamos é algo em falta e desvalorizado no mercado: Cérebro!

Noite

Lua

Caminhando pela noite,
vagando como um fantasma,
caminhando solitário
tendo apenas a luz do luar como companhia
A rainha da noite, o espelho da vida
Lua, seus raios prateados me acompanham por essa noite


Sigo caminhado, perdido em versos confusos
em universos perdidos
em labiritos inversos
e estradas mal cuidadas


Vago por ai
A espera de uma estrela guia, 
A alguma companhia
que me permita continuar essa trilha


O doce luar que me leva
que me acalhenta
e que me observa
com olhos de uma harpia
a ver cada passo de sua presa

Eu sou a escuridão

Que te levará por estes caminhos malditos
Poderei lhe dar tudo
e tudo além de sua compreensão
Mas há sempre um preço a se pagar...

A voz uivante na escuridão
na penumbra, sobre mantos negros
que voz é esta a susurrar
é melhor correr, 
antes que os lobos venham
e seu festim começe
é melhor encontrar algum lugar para ficar...

O espelho

O espelho

Quantas vezes você se olhou no espelho
TEntando se encontrar
E a imagem ali refletida
É algo estranho
Algo jamais visto,
Jamais lembrado...

Quantas vezes ao se deparar consigo mesmo
Percebeu que aquela era uma falsa imagem
Tentou procurar algum ponto em comum
E percebeu que não conhece aquele ser

Quantas vezes tentou
E por mais que tentasse
acabou afogando-se em si mesmo
Caindo perante ao caos dentro de sua mente
Ao conflito de ideias
A batalha sem fim
Dentro dos confins de seu ser

Quantas vezes viu lágrimas cairem da sua face
Lágrimas que caem feito cascata
E nunca se secam
Sentiu medo
Sentiu dor
Sentiu-se sozinho
Sentiu-se no fundo do abismo
rumo ao fim

Viu-se de mãos atadas
com cordas amarradas pelo corpo
viu a culpa florir
A incerteza do amanhã
E o medo de ter de encarar
O temivel espelho